domingo, setembro 14, 2014

Domingo ensolarado

   Hoje o domingo está ensolarado. A depressão, porém, não me acometeu. Eu, que por tanto tempo comentei que só sabíamos fazer chover, hoje estou mais do que feliz com o sol. Acontece que hoje, pouco tempo após eu ter perdido todas as esperanças, você apareceu. Deu-me todos os sinais pelos quais clamei a Deus por todos esses anos. Disse-me todas as palavras que eu sempre quis ouvir de você. Acariciou-me as mãos e beijou-me o pescoço. Você veio a mim, por pura vontade, e abriu o coração. Da forma mais terna e cativante que você poderia ter feito. Da forma como só você sabe fazer. Entre sorrisos e olhares curiosos. Entre assuntos diversos e corações acelerados. Nós fomos nós, como há muito tempo não éramos. O calor, pela primeira vez, nos embalou, e aumentou ainda mais a esfera de desejo que pairava em nossa volta. O desejo, entretanto, não era tudo o que nos cercava. A atração era mais do que física. Era química. Biologia. Sempre foi. Teus olhos, no sol, esverdeados. Teu sorriso indescritível. Eu senti tanta falta disso tudo. Eu sonhei por tanto tempo com isso tudo. E você voltou. E talvez o tempo tenha trocado tudo de lugar. Talvez, apesar de nós permanecermos os mesmos, tudo em volta seja diferente. As pessoas, o convívio, a maturidade. Mas nós somos nós e hoje reconhecemos e relembramos isso. E eu, após tanto rodar, parei em você. Como sempre. Essa sensaçãozinha leve e inigualável voltou a habitar em mim, junto com todas as borboletas no estômago. Sensação que só você me fez, faz e fará sentir. E se faz sol, eu sei porquê. Tudo mudou, não? Somos nós mas somos novos. Vamos fazer diferente. E hoje, deixando de lado todo aqueles pingos gélidos, começamos a mudar o presente. Sem mais indiferença e maquiagem de sentimentos. Hoje o domingo está ensolarado. Assim como nós dois. 

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